O que esperar da tecnologia fotográfica em 2016 (PARTE 02 – TENDÊNCIAS PARA VÍDEO)

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O que esperar da tecnologia fotográfica em 2016 (PARTE 02 – TENDÊNCIAS PARA VÍDEO)

[dropcap]R[/dropcap]etornando à nossa série “profética” sobre as tendências para 2016 (pode incluir 2017 e 2018 sem medo, tá?), o assunto agora é vídeo, um mercado que está bombando de inovações. Mas calma, você que é somente fotógrafo deveria também ler esse artigo, pois as novidades daqui estão sendo embutidas em sua câmera DSLR ou mirrorless.

Sim, grande parte da tecnologia desenvolvida tem como alvo o consumidor entusiasta/profissional. Vide a Sony A7s II ou a Panasonic Lumix GH4, por exemplo, que são câmeras fotográficas – em questão de aparência e ergonomia – que filmam tão bem quanto várias rivais voltadas ao uso exclusivo em vídeo (como a Canon C300 ou a Blackmagic Cinema Camera) e têm o valor bem mais acessível que elas. E o mais legal disso tudo é que, se você for fã de trambolhos, dá para deixá-las com aparência de câmera de Hollywood facilmente (nem tanto com o dólar ao valor em que está).

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Pois bem, vamos ao que interessa, o que esperar de novidades nessa área e como se beneficiar de todos esses recursos?

4K ou UHD (Ultra High Definition, definição ultra-alta)

Vamos começar pela resolução 4K (4096 x 2160 px, aproximadamente 8 megapixels), que está cada vez mais popular e muitos ainda não entenderam a real vantagem em se filmar com 4 vezes mais pixels que o padrão FullHD 1080p (1920 x 1080 px, aproximadamente 2 megapixels). Alguns alegam que é um desperdício tremendo de espaço de armazenamento, outros dizem que requer poder de processamento maior e outros afirmam que os espectadores não possuem infraestrutura (TVs/monitores e velocidade de transmissão) para desfrutarem de toda essa resolução. Sim, tudo isso é verdade; mas para o primeiro argumento, os discos rígidos e cartões de memória estão acompanhando a demanda e ficando cada vez mais baratos e velozes. Para o segundo, os processadores (CPU e GPU) de computador seguem uma linha de arquitetura e produção em que praticamente se dobra a performance a cada ciclo de aproximadamente 18 meses. E, quanto ao terceiro argumento – esse sim mais difícil de derrubar -, há TVs 4K no mercado, mas são muito caras; o Netflix e o YouTube já transmitem em 4K, mas a velocidade de internet aqui no Brasil é um lixo. Só que a galera se esquece de algo muito importante, que é o corte e o redimensionamento.

Ao filmar em 4K, você tem a opção de exportar em 1080p e, com isso, reduzir a imagem através de um método chamado Reamostragem de Pixels, que nada mais é que a compressão e descarte de pixels excedentes através de algoritmo resultando um ganho de mais nitidez, cores e detalhes na imagem redimensionada. Ou seja, você consegue uma imagem muito mais rica do que se filmar em FullHD.

Outra grande vantagem é o poder do crop (recorte). Filmando em 4K, você tem praticamente 4x de zoom digital sem perda significativa em qualidade quando exportar em 1080p. Faço isso muito ao editar vídeos vindos do drone da 4RT Filmes (um Phantom 3 Professional que filma em 4K), onde às vezes é necessário remover partes indesejadas de uma cena e, por razões de segurança, o operador do drone não pode chegar mais perto. Dá também para seguir algum objeto/pessoa em movimento na cena mesmo que o VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado, termo técnico em português para o drone) não tenha se movido.

Bem, espero que tenha te convencido… não espere todo mundo ter 4K para você também ter, pois assim os pioneiros já estarão migrando para 8K. Nessa área, meu amigo, o que puder ser feito para melhorar a qualidade do vídeo é sempre bem-vindo.

Câmera Lenta

Já assistiu à série de TV “A Super Câmera” onde fazem experimentos com câmera ultra lenta? Não? Assista! Outra recomendação é o canal “The Slow Mo Guys” no YouTube, FANTÁSTICO!!!

Sabes que é possível fazer esse tipo de efeito com a geração atual de câmeras e que a próxima trará ainda mais inovações? Assista ao vídeo abaixo que o Philip Bloom fez com a Sony RX100 IV chegando a 1000 quadros por segundo:

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Bacana, né? Pois bem, como reconhecer que uma câmera é boa para slow motion? Simples, basta checar a quantos quadros por segundo ela filma. Atualmente estamos em 60 quadros por segundo no FullHD e 30 no 4K. As câmeras de consumo lançadas desde o início do ano já filmam em 120 fps (frame per second, ou quadros por segundo) em FullHD e a tendência é que o 4K receba upgrade para 60fps.

O padrão cinematográfico atual é de 24 fps, portanto se filmarmos à 60 fps conseguiremos reduzir a velocidade em 2,5 vezes e 5 vezes se for à 120 fps. Muito longe ainda das Phantom Flex que filmam 4K à 1000 fps que gera imagens 41,7 vezes mais lenta :o, mas o que importa é que uma monstra dessas custa mais de cem mil dólares.

Mas não se preocupe, escolha uma câmera bacana que filme com pelo menos 60 fps que em breve te ensinarei a “enganar” a audiência produzindo imagens que parecem congelar no tempo. E o melhor, utilizando somente o Adobe Premiere e alguns recursos de composição durante a filmagem :).

Vídeo em 360 graus

De todos os recursos acima, esse aqui ganha de lavada no quesito empolgação, imersão e interação. Imagine filmar todo o ambiente a sua volta num único take, sem movimentar a câmera e poder escolher na edição o que mostrar ou deixar que o espectador escolha. Imaginou? Sim, é isso que o vídeo em 360 graus proporciona. Assista ao vídeo abaixo e tire suas conclusões. Ahhh não se esqueça de clicar e arrastar para ver o que acontece ao redor:

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Sensacional, não é? (já está em minha wishlist uma camerinha dessas hahaha). As câmeras de ação (semelhantes à GoPro, ActionCam, etc) são as que receberão essa tecnologia primeiro. No topo das paradas está a Nokia OZO, capaz de filmar 360 graus esférico com oito sensores 2k x 2k global shutter cobrindo campo de visão de 195 graus por lente com som surround 360×360 e ainda possibilitando monitoramento com óculos de realidade virtual por wifi e streaming ao vivo… ufa… perdi o fôlego… ahh, ela custa U$ 60,000.00, mas é o melhor que você pode obter de toda essa tecnologia.

Mirando no público comum/entusiasta, a Nikon, a Ricoh e várias outras fabricantes de menor porte lançarão, ou já lançaram, seus produtos a preços bem mais acessíveis e com qualidade aceitável. A KeyMission 360 da Nikon é a mais aguardada e desejada do momento. Serão 2 sensores produzindo vídeos 4K num corpo à prova d’água e de choque bem no estilo GoPro. E com isso está dada a largada para as grandes fabricantes correrem atrás do seu suado dinheirinho.

Vídeo em HDR

Aí você pensa: “Caramba, já não aguento mais aquelas fotos horríveis em HDR que o povo posta e agora vou ter que aturar vídeos?” E eu te digo: “Calma! Aquilo que você vê em fotos não é exatamente culpa do HDR (High Dynamic Range, alto ganho dinâmico) e sim do processo de mapeamento de tons (tone mapping)”. É o seguinte, vamos deixar isso bem claro para que não haja confusão: HDR uma técnica para se armazenar num arquivo digital uma quantidade bem maior de dados luminosos (tons) que as câmeras atuais não conseguem captar numa única exposição. A imagem abaixo ilustra bem o que quero te passar:

A soma das três imagens acima geram qualquer uma das abaixos pelo processo de Tone Mapping

Pegou a ideia? As três imagens com diferenças de exposição geram qualquer uma das 5 abaixo e muitas outras mais… é questão de gosto. Nesse ponto sim, teremos vídeos bem feinhos, mas o ponto que quero chegar é que a técnica de HDR é extremamente útil para vídeo. Com ela conseguiremos filmar pessoas ao pôr do Sol, por exemplo, se que o céu fique estourado e as pessoas bem expostas ou, ao contrário, que o céu fique bem exposto e as pessoas em silhueta.

Vamos assistir ao melhor que essa tecnologia por oferecer para tirarmos conclusões? Então toma:

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Percebeu? Pois é… e assim concluímos mais uma parte do artigo de tendências. Imagine só você filmando em ultra-câmera lenta, UHD (4k), 360 graus e HDR, tudo ao mesmo tempo, hein, hein, hein? O futuro será maravilhoso!!! 🙂

Fim da segunda parte, se você não leu a primeira, falei sobre ISO alto, clique aqui para acessar. Gostou? Ainda falaremos sobre:

  • Lentes alternativas e adaptadores com foco automático;
  • Drones inteligentes e Estabilizadores de imagem;
  • Sensores maiores em celulares e o namoro da indústria com o Médio Formato.

Os links serão atualizados assim que o conteúdo estiver disponível.

By |2016-04-06T13:36:44+00:00abril 6th, 2016|Artigos e Tutoriais, Cinematografia, Equipamentos|Comentários desativados em O que esperar da tecnologia fotográfica em 2016 (PARTE 02 – TENDÊNCIAS PARA VÍDEO)

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Tem paixão por resolver problemas em pré e pós-produção. Nunca entrega uma foto ou vídeo sem pelo menos gastar boas horas editando. Segundo Bruno do Val, já fotografava os tiranossauros rex mas, na verdade, começou aos doze de idade.

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