Mariana Britto

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Mariana Britto2017-12-03T17:12:54+00:00

Project Description

Mariana Britto

[cinestudio_rs redes=”facebook,twitter”]Se eu fosse traduzir o trabalho da Mariana Britto em uma única palavra, seria “primoroso”! Conheci suas imagens há alguns anos por meio do site 500px e de lá para cá venho acompanhando sua produção pelo Facebook também. Quando estávamos planejando a montagem do site do CineStudio e surgiu a ideia da seção “Em Foco”, comecei a fazer uma listinha de possíveis entrevistados. A pergunta que eu me fazia era: quem eu acho genial? É claro que esse talento não ficaria de fora e fiquei muito feliz por ela ter aceitado nosso convite!

As imagens da Mariana são poesia pura. Repletas de significados e significâncias, elas contam histórias reais. São reais porque são digitais e, nesse suporte, o que nós vivemos é o fantasioso. A chuva de cá, não existe. A de lá, lava a alma dos personagens com amor, sonhos, solidão, magia. Para eles, nós somos o digital.

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CineStudio” width=”160″]A sua base é a fotografia, a arte digital ou ambas?[/cinestudio_entrevista][cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”Mariana Britto” width=”220″]Eu comecei há muitos anos atrás com arte digital. No começo como um lazer e, conforme o tempo foi passando e clientes aparecendo, virou um trabalho. Hoje em dia, trabalho muito com arte digital e comecei a me aventurar na área de fotografia, me dividindo entre arte digital e ensaios femininos.[/cinestudio_entrevista]

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS” width=”60″]Como e quando iniciou sua história com as imagens (fotografia e arte digital)?[/cinestudio_entrevista][cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”MB” width=”60″]A arte digital eu iniciei há uns 11 anos atrás. Entrava em fóruns de p2p na época e ficava fascinada com os avatares e as assinaturas que o pessoal utilizava. Tinha uma menina em específico que arrasava na época, criando assinaturas e avatares para o pessoal. Resolvi então fazer um avatar e uma assinatura no Paint (rs) e acabei virando a chacota do pessoal do fórum e da própria menina. Vi que essa menina e as amigas dela tinham galeria no site deviantart.com. Entrei, vi os trabalhos e pensei: é isso que eu quero fazer! Dali em diante, foram anos de aprendizado e busca de inspirações. Já a parte da fotografia surgiu em consequência da própria arte digital e da produção que eu atendia (fazendo as maquiagens dos ensaios). Resolvi unir todo o conhecimento adquirido com outros profissionais com a arte digital e com a maquiagem e comecei a fotografar.[/cinestudio_entrevista]

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS” width=”60″]Quais são suas referências artísticas? De onde vem suas inspirações para criar uma nova imagem?[/cinestudio_entrevista][cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”MB” width=”60″]Geralmente eu absorvo muito fácil as coisas do meu dia-dia. Os clipes da Evanescence, assim como Nigthwish sempre foram uma inspiração. Uma pessoa que mesmo começando depois de mim e que gosto muito do trabalho hoje em dia é a Michelle Monique (EUA). As artes dela seguem uma unidade bem original e isso me agrada muito.[/cinestudio_entrevista]

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS” width=”60″]Vemos que todas as suas criações possuem pessoas. Você contrata esses modelos? Como você lida com a questão dos direitos de uso de imagem?[/cinestudio_entrevista][cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”MB” width=”60″]Direitos de uso de imagem é uma coisa realmente super importante. Em muitos trabalhos que faço, eu utilizo modelos – “stock“. Stock seria um termo usado lá fora para fotografias de banco de imagens disponíveis para “x” fins. A utilização de cada stock varia conforme as regras que o próprio fotógrafo – que registrou – disponibiliza. Alguns dão liberdade de criação, assim como distribuição e utilização das “stock” para fins lucrativos, outros não. Nessa questão é conversado valores e outras coisas. É como uma troca. Já em outros casos, eu mesma faço o registro fotográfico, assim como a produção e a arte digital.[/cinestudio_entrevista]

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS” width=”60″]Sabemos que boa parte dos fotógrafos brasileiros em geral são muito críticos (na maioria das vezes sem argumentação sólida) quanto à forte manipulação de imagens, diferentemente de lá fora, onde artistas digitais são super valorizados. Vivendo aqui, como você encara esse cenário e como isso lhe afeta? Percebemos que o seu site é inteiro em inglês, seria este o motivo?[/cinestudio_entrevista][cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”MB” width=”60″]Apesar de amar o Brasil e os brasileiros e de admirar muitos profissionais daqui, eu ainda acho o Brasil muito pobre com relação ao pensamento “o que é fotografia?”. Eles acham que tudo é pré-definido, que x enquadramento tem que respeitar tais regras, que isso e aquilo […] Acho tudo muito padronizado. A cabeça dos brasileiros estranhamente é muito fechada. Já no cenário lá fora, principalmente europeu e norte-americano, vemos uma diversidade de estilos, de criações, de manipulações e até de ensaios de nu artísticos de um nível inimaginável. As pessoas aqui não conseguem valorizar a arte como um todo, entender que a fotografia tem diversos gomos e que cada estilo tem seu público. Nesse fato, sempre me senti muito mais a vontade em postar algo lá fora do que no Brasil. Com relação ao site, acabei criando em cima do público alvo, realmente.[/cinestudio_entrevista]

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS” width=”60″]Arte digital. É possível viver só dela no Brasil?[/cinestudio_entrevista][cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”MB” width=”60″]Apesar de difícil, eu acredito que sim. Não com tanta procura como fora, mas é possível sim.[/cinestudio_entrevista]

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS” width=”60″]Conta para a gente, você está trabalhando em algum projeto especial? Tem algum em mente?[/cinestudio_entrevista][cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”MB” width=”60″]Pôxa, rs… Na parte de arte digital, no momento não. Na parte de retratos femininos, sim. Estou na metade de um projeto retratando a diversidade da beleza feminina brasileira. Esse projeto está sendo totalmente feito por mim e sem fins lucrativos. Apesar de parecer bem comum como outros que vemos por aí de retratos femininos, para mim está sendo mais que especial, pois é com ele que vou começar a divulgar realmente o meu trabalho de fotografia.[/cinestudio_entrevista]

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS” width=”60″]Por fim, que dica você daria para quem está começando a estudar ou se aperfeiçoando em fotografia e/ou arte digital?[/cinestudio_entrevista][cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”MB” width=”60″]

Assim como quase tudo na vida, o começo sempre é difícil. Aparecem as limitações e às vezes o esforço não é reconhecido. Ainda assim, se é realmente o que gostam de fazer, não desistam. Se vocês sentem que, apesar do pouco conhecimento, sua cabeça e criatividade vão a mil, não deixem isso adormecer. Tenham uma mente aberta, se interessem em buscar o novo, admirar a diversidade e absorver o máximo com isso. Conviver com pessoas do mesmo ramo, além de ser muito bom socialmente, é uma fonte inesgotável de conhecimento. Observem, leiam e estudem o quanto for possível. Aposto que todos os dias vão aprender algo novo. 🙂

Muito obrigada e muita arte para vocês!

Mariana Britto[/cinestudio_entrevista]

Mariana Britto
Mariana BrittoFotógrafa e artista digital
Mariana Britto é paulista, artista e mãe. Freelancer, faz trabalhos de fotografia, arte e manipulação digital, retoque de imagens, ilustrações e modelo.

Confira algumas imagens da Mariana

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