Rodrigo do Val Ferreira

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Rodrigo do Val Ferreira2017-12-03T17:17:03+00:00

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Rodrigo do Val Ferreira

[cinestudio_rs redes=”facebook,twitter”]Rodrigo é, para mim, uma das minhas principais referências. E não estou falando apenas fotograficamente, mas de uma maneira bem mais abrangente. Dono de uma inteligência ímpar e uma postura que é um mix de coragem e inconformismo, o sucesso de sua vida profissional e pessoal é reflexo direto da sua maneira de pensar e agir. Quando algo desperta sua atenção e interesse, Rodrigo estuda e se entrega ao assunto.

Por conta de sua profissão, Rodrigo viaja com frequência por diferentes países, o que o acabou tornando em um especialista em fotografia de viagens. Suas imagens encantam não apenas pelos lugares fantásticos, mas também porque ele sempre procura colocar nas composições elementos humanos, resgatando a cultura e a história por onde passa.

O CineStudio tem laços antigos com Rodrigo, pois ele foi um dos primeiros membros a participar do nosso grupo do Facebook, desde sua criação em 2012.

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CineStudio” width=”160″]Fotograficamente, como e quando tudo começou?[/cinestudio_entrevista] [cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”Rodrigo do Val Ferreira” width=”310″]Sempre tive uma câmera e o sonho de ter e saber operar uma daquelas que só se via nas mãos dos profissionais, cheias de botões, lentes enormes, etc. Se tornou hobby mesmo, mais recentemente quando fui morar em São Paulo e levei comigo na mudança uma antiga máquina caixão 75mm que foi do meu avô e uma Olympus 35 dos meus pais, responsável por boa parte das minhas fotos de infância.

Comprei filme, não havia tanta informação disponível online ainda, à época, e tentei na marra aprender. Não saiu uma foto sequer com a 75mm, mas as da Olympus ficaram bem boas, o que me animou ainda mais a seguir com o sonho. A Olympus foi roubada, comprei minha primeira digital já morando na China e, por volta de 2008, resolvi realizar o sonho e investir na única full-frame que cabia no meu bolso, uma Sony A900, que uso até hoje. Com a full-frame, e já numa época onde tudo se aprende online se quiser, foi quando realmente investi tempo a estudei bastante sobre o assunto.[/cinestudio_entrevista]

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS”]Pode-se dizer que o fato de você ter mudado para a China e ver tanta coisa diferente, o estimulou a fotografar? A cultura oriental o influencia de alguma maneira?[/cinestudio_entrevista] [cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”RVF” width=”70″]Na verdade, não. Sempre viajei muito e gostei de tirar fotos de viagem. Viver na China só me facilitou o acesso a equipamentos, por conta do preço. Consegui, desde que resolvi me dedicar mais seriamente ao assunto, já começar com uma full-frame, o que é um privilégio que dificilmente teria tido no Brasil, à época.

Quanto à cultura, tudo que se observa de uma forma constrói e nos influência no futuro, mas não reconheço uma influência em especial do oriente. Ao contrário, meu tema preferido – dentro de uma constante que é “fotos de viagem com um elemento humano” – continua sendo Brasil, antes de tudo.[/cinestudio_entrevista]

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS”]O hábito de fotografar te leva a viajar ou as viagens te levam a fotografar?[/cinestudio_entrevista] [cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”RVF” width=”70″]Viajar me leva a fotografar. Viajar ainda é o hobby preferido. Fotografia é uma segunda paixão, conciliada à primeira.[/cinestudio_entrevista]

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS”]”Photoshopar” ou não as imagens. Qual sua opinião sobre isso?[/cinestudio_entrevista] [cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”RVF” width=”70″]Sempre. Há um purismo, a meu ver idiota, em quem se opõe ao processamento de imagens. Processamento sempre houve, muito antes da era digital. Muito antes já se mexia, na revelação, com sombras, claridades, granulação, saturamento, etc. O que o software hoje faz é apenas simular a arte que, antes, cabia ao revelador. Com a diferença que há hoje ainda mais recursos.

Manipular a imagem, colocando coisas que não existem, etc. é um pouco mais polêmico, mas mesmo assim não desqualifica a arte. É apenas uma outra forma de expressão. Em geral, apenas processo, não manipulo, a não ser para tirar uma mancha de sujeira do sensor, por exemplo.[/cinestudio_entrevista]

[cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS”]Você continua estudando fotografia? Quais são suas referências?[/cinestudio_entrevista] [cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”RVF” width=”70″]Tudo que aprendi veio da internet e ainda assino alguns boletins mas confesso que não tenho tido muito tempo para o assunto, ultimamente. Já tenho um conhecimento razoável de fotografia, mas ainda tenho muito a aprender sobre processamento. O que não tenho é, neste último, tanta paixão e paciência quanto tinha para estudar exposição, harmonia, etc.[/cinestudio_entrevista] [cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS”]Você pensa em fazer algum trabalho autoral?[/cinestudio_entrevista] [cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”RVF” width=”70″]Não, não tenho nenhuma pretensão neste sentido. Talvez um livro um dia com minhas fotos prediletas, mas não vejo ninguém a quem isso interessaria, além de mim mesmo.[/cinestudio_entrevista] [cinestudio_entrevista tipo=”pergunta” iniciais=”CS”]Para finalizar, que dica você daria para quem está começando a estudar ou se aperfeiçoando em fotografia?[/cinestudio_entrevista] [cinestudio_entrevista tipo=”resposta” iniciais=”RVF” width=”70″]Aleatoriamente, qualquer imbecil consegue tirar uma boa foto. Isto não significa que não é preciso estudar. É só estudando que se torna consciente o que o leigo só consegue ao acaso, eventualmente. Não há nada em fotografia que seja extremamente complicado e não leva mais do que um dia aprender o básico. O básico, por si, já dá à pessoa mais desprovida de senso estético uma capacidade enorme de conseguir formar boas fotos, em relação ao público geral. A outra dica é, sempre apague suas fotos ruins. Sem remorço.[/cinestudio_entrevista]

Rodrigo do Val Ferreira
Rodrigo do Val FerreiraEspecialidade: fotografia de viagem.
Formado em Direito e Ciências Sociais pela UFRJ, é atualmente o advogado brasileiro em atividade que há mais tempo trabalha e mora na China. Vive na cidade de Shanghai desde 2005. Descobriu a fotografia como um hobby e desde então vem encantando com suas imagens dos inúmeros lugares por onde passa.

Confira algumas imagens do Rodrigo

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